Buscando elevar minha consciência
  

Meditação muda estrutura do cérebro, diz estudo

MARIANA VERSOLATO - Folha Equilibrio

De olhos fechados, em silêncio e, de preferência, sentados, os praticantes da meditação de atenção plena devem se concentrar em apenas uma coisa: a respiração.

A técnica é antiga, da tradição budista, mas começou a ser mais difundida depois de ter sido usada em um curso não religioso de redução de estresse, criado em 1979 por Jon Kabat-Zinn, professor da Escola Médica da Universidade de Massachussets.

Os benefícios da técnica, conhecida também como "mindfulness", já foram relatados em vários estudos.

A lista vai da melhora de sintomas de esclerose múltipla (como diz estudo publicado na "Neurology") à prevenção de novos episódios de depressão (demonstrada em artigo na "Archives of General Psychiatry").

Mas, agora, um estudo mostra, pela primeira vez, os efeitos provocados por essa meditação no cérebro.

 

A pesquisa, publicada hoje na "Psychiatry Research: Neuroimaging", foi feita pela Harvard Medical School, nos EUA, em conjunto com um instituto de neuroimagem da Alemanha e a Universidade de Massachussets.

E o mais importante: as mudanças ocorreram em apenas oito semanas de meditação em praticantes adultos iniciantes.

As conclusões foram feitas após comparações entre as ressonâncias magnéticas dos que praticaram a meditação e de um grupo-controle que não fez as aulas.

Outros estudos já haviam sugerido que a meditação causa mudanças no cérebro. Mas eles não excluíam a possibilidade de haver diferenças preexistentes entre os grupos de meditadores experientes e não meditadores.

Ou seja, não era possível afirmar se os efeitos eram causados pela prática.

MENOS ESTRESSE

Todos os 16 participantes da pesquisa, com idades de 25 a 55 anos, deveriam obedecer a um critério: não ter feito nenhuma aula de meditação "mindfulness" nos últimos seis meses ou mais de dez aulas em toda a vida.

Eles frequentaram oito encontros semanais, com duração de duas horas e meia.

Também foram instruídos a fazer 45 minutos de exercícios diários e a praticar os ensinamentos da meditação em atividades do dia a dia, como andar, comer e tomar banho.

Para avaliar as mudanças, todos os participantes e o grupo-controle fizeram ressonâncias magnéticas antes e depois do período de aulas.

Os exames iniciais não indicaram diferenças entre grupos, mas as ressonâncias feitas após o curso mostraram um aumento na concentração de massa cinzenta no hipocampo esquerdo naqueles que haviam meditado.

Análises do cérebro todo revelaram mais quatro aumentos de massa cinzenta: no córtex cingulado posterior, na junção temporo-parietal e mais dois no cerebelo.

BENEFÍCIOS

Britta Hölzel, pesquisadora da Harvard Medical School e uma das autoras do estudo, disse à Folha que isso pode significar uma melhora em regiões envolvidas com aprendizagem, memória, emoções e estresse.

O aumento da massa cinzenta no hipocampo é benéfico porque ali há uma maior concentração de neurônios, afirma Sonia Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.

"Antes, acreditava-se que a pessoa só perdia neurônios durante a vida. Agora, vemos que podem brotar em qualquer fase da vida, e determinadas atividades fazem a estrutura do cérebro mudar."

Isso significa que o cérebro adulto também é plástico, capaz de ser moldado.

No ano passado, um estudo dos mesmos pesquisadores já mostrava redução da massa cinzenta na amígdala cerebral, uma região relacionada à ansiedade e ao estresse, em pessoas que fizeram meditação por oito semanas.

Mas qualquer um que começar a meditar amanhã terá esses mesmos efeitos benéficos em algumas semanas?

"Provavelmente sim", diz a neurologista Sonia Brucki.

Ela ressalta, no entanto, que a idade média dos participantes da pesquisa é baixa e, por isso, não dá para afirmar com certeza que isso acontecerá com pessoas de todas as idades.

Agora, a pesquisadora Britta Hölzel quer entender como essas mudanças no cérebro estão relacionadas diretamente à melhora da vidas das pessoas.

"Essa é uma área nova, e pouco se sabe sobre o cérebro e os mecanismos psicológicos relacionados a ele. Mas os resultados até agora são animadores."



Escrito por Ney às 20h53
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Técnica pode 'desligar' estresse no cérebro

Pesquisas recentes indicam que é possível modificar a estrutura cerebral de forma a reduzir os impactos do estresse a partir de técnicas de meditação.

Para verificar isso, a BBC convidou o britânico Todd German, funcionário de um parque temático de vida marina na Inglaterra, a participar de um curso sobre o estado de “atenção plena”, alcançado por meio da meditação.

Todd German afirmou que gostaria de tentar a meditação porque enfrenta dificuldades de sono.

Pessoas que meditam seriam capazes de "desligar" as preocupações ou pensamentos negativos.

Após uma semana de testes, German afirmou não ter se convencido totalmente, mas admite que a técnica permite se desligar um pouco, limpar a cabeça e também sentir a calma se transferir para o corpo.

Procurada pela BBC, a pesquisadora Elena Antanova, especialista em estudos sobre o cérebro da universidade londrina King's College, afirmou ser possível mudar a configuração do órgão voluntariamente por meio da meditação, afastando os efeitos danosos do estresse.

 

Comentário deste Blog

 A "técnica" na matéria parece apenas comprovar alguns dos benefícios que o estado meditativo traz. É justamente pelo estado atual de estresse e tensão que muitos procuram meditar, como opção para relaxamento. Ocorre que nos...so estado mental “natural” é de serenidade, pois é o estado que provoca equilíbrio e sustentabilidade. O contrário é que nos faz mal e o estresse (fato da vida moderna) é apenas um aviso de que algo sistêmico se encontra em crise. Daí, o incômodo e o desejo de relaxar a mente.
Se usarmos a meditação apenas como relaxamento, pouca diferença faz, pois precisamos estar focados e calmos durante as principais demandas do dia-a-dia.
A meditação Raja Yoga, nos moldes trazidos pela OBK, nos coloca que o processo de meditar, deve ser consciente, proativo e sistemático, inclusive para romper com os padrões anteriores (sob forma de vícios ou negatividades) que nos causam o mal-estar e os adoecimentos.
A matéria da BBC mostra a manifestação da energia que flui através do cérebro (tomografias), mas o cérebro é um instrumento que a mente “corporifica”, assim como os demais órgãos do nosso sistema corporal podem se beneficiar através das qualidades de nossos pensamentos e sentimentos. O contrário também é verdadeiro e é quando, geralmente se manifesta o estresse, o medo e a tensão.
O que ocorre é que na meditação a mente tem de passar a “acreditar” no que lhe é sugerido e os padrões mentais e crenças interiores atuais estão muito defasadas com relação a isto. Daí que o Raja Yoga se baseia muito no conhecimento espiritual, visando fundamentar o entendimento, pois só assim há o comprometimento real no sentido de transformar as velhas crenças e fundamentar a fé em si mesmo.
Quando se diz velhas crenças, são as mensagens subconscientes que registramos ao longo da existência e povoam a mente e estão muito arraigadas através da cultura e dos hábitos, por exemplo: não sou digno, sou um pecador, o ser humano é violento, eu não tenho jeito, sou descendente de animais violentos etc. Lembremo-nos que tanto o creacionismo quanto o evolucionismo são tratados como TEORIAS (idéias e versões humanas sobre a existência). Mas não convêm irmos por aí e perdermo-nos em meros intelectualismos (pois um dos causadores do estresse atual é o excesso de maquinismo mental), basta saber que as tuas crenças interiores formulam cerca de 80% de seu processo decisório. O que você decide e faz, molda o seu destino e isto, de volta, interfere também no estado mental e por consequência, na saúde física e dos relacionamentos. Com melhor entendimento, você tende a aceitar (perdoar, minimizar) melhor o estado atual dos seres humanos e o quanto isto afeta a matéria (meio-ambiente, planeta – como resultado de decisões coletivas).
O importante é que quando você busca mudar a si, você só tem a ganhar, pois inclusive irá interagir melhor com os outros e através de ações mais atentas e positivas, o retorno inevitavelmente, será na mesma qualidade e intensidade (karma).

Para finalizar, sugere-se matérias adicionais que falam do exemplo de resultado do RY na mente humana. No caso, é a atual coordenadora mundial, mas as matérias não mencionam que outros membros da OBK tiveram as atividades mentais medidas e também se saíram bem. Como as explicações científicas só agora começam a acontecer, à época apenas jubilaram Dadi Janki como "a mente mais estável do mundo" e não se determinou a causa de tal estabilidade. É fato que depende da qualidade de empenho individual, mas é resultado do RY utilizado precisamente.

http://vidasimples.abril.com.br/subhomes/gente/gente_234955.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u1885.shtml



Escrito por Ney às 13h37
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Documentário - A Carne é Fraca

Do Instituto Nina Rosa, com a participação do jornalista especializado na temática do meio-ambiente, Washington Novaes do jornal O Estado de SP e da TV Cultura (Repórter ECO).

Muito se especula a respeito de malefícios que o consumo de produtos de origem animal ocasionam ao ser humano e ao meio-ambiente. Este vídeo (versão completa - 56 min.) vai mais diretamente nos temas da questão.



Escrito por Ney às 18h40
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Você é parte do problema ou faz parte da solução?

 



Escrito por Ney às 18h21
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Suas escolhas, teu destino

Algumas vezes, ficamos em dúvidas para tomar um certa decisão, por não possuirmos muitas informações. O vídeo abaixo (12 minutos) traz valiosos dados para o diálogo acerca do vegetarianismo:

 

Entrevista com dr. Eric Slwitch

Soja é desnecessária para o vegetariano, diz especialista Eric Slywitch

FERNANDA CORREIA - da Livraria da Folha

Há algum tempo o vegetarianismo entrou em pauta. Seja pela preocupação com o meio ambiente, seja pelo sempre questionado consumo de carne, muitas pessoas mudaram seus hábitos alimentares ou pensaram em fazê-lo.

Eric Slywitch é médico e especialista em nutrição. Vegetariano, dedica seu trabalho a orientar as pessoas que desejam adotar esta dieta. É autor dos livros "Virei Vegetariano e Agora?" e "Alimentação sem Carne", nos quais mostra os benefícios de abandonar o consume de carnes, sempre embasado em pesquisas científicas.

Em entrevista à Livraria da Folha, Slywitch explica o que é ser vegetariano, desfaz a confusão de que quem adota esta dieta não come apenas carne vermelha e derruba o mito que basta substituir os produtos de origem animal por soja.

Entre outras dúvidas, o médico mostra quais os passos a serem seguidos por quem deseja mudar sua alimentação, como os pais devem agir com seus filhos quando estes decidem ser vegetarianos e como alimentar um bebê com esta dieta.

Leia abaixo a entrevista na íntegra:

Livraria da Folha: Existem diversas dúvidas a respeito do que é ser vegetariano. O que é ser vegetariano?
Eric Slywitch: Vegetarianismo é a prática de se alimentar sem nenhum produto que implique na morte de um ser do reino animal.
De forma genérica, vegetariano é o indivíduo que não utiliza nenhum tipo de carne (vermelhas ou brancas) na sua dieta. Assim, a dieta vegetariana é aquela que não utiliza nenhum tipo de carne.
Vegetarianismo é sinônimo de alimentação sem carne. Essa é a característica comum de todos os vegetarianos.
O vegetariano pode ou não utilizar derivados animais na sua alimentação.

Livraria da Folha: Quais os cuidados que devem ser tomados ao adotar uma dieta vegetariana?
Slywitch: O cuidado maior é saber que os substitutos das carnes são os feijões. É comum o vegetariano iniciante abusar do consumo de ovos, queijo e até soja com a intenção de ingerir a "proteína que tinha na carne".
Trocado a carne pelos feijões, é importante que o vegetariano utilize os demais grupos alimentares na elaboração do cardápio.
Na rua, ao escolher pratos vegetarianos pode haver um pouco de dificuldade, pois pratos inocentes, como um simples molho ao sugo, podem conter caldo de carne. Com o tempo, o vegetariano aprende onde estão algumas "armadilhas".

Livraria da Folha: Por que ser vegetariano? Quais os benefícios para a saúde?
Slywitch: Há, basicamente, 3 motivos para uma pessoa se tornar vegetariana: ética, saúde e meio-ambiente.
Pelo motivo ético, parar de comer carne significa deixar de infringir dor e sofrimento aos animais.
Do ponto de vista da saúde, estudos com populações vegetarianas, quando comparadas com as que comem carne, mostram redução de inúmeras doenças:
- Redução das mortes por doença cardiovascular em 31% em homens vegetarianos e 20% em mulheres vegetarianas (reunião de 5 estudos prospectivos totalizando 76 mil indivíduos).
- Níveis sangüíneos de colesterol 14% mais baixos em ovo-lacto-vegetarianos do que nos onívoros.
- Níveis sangüíneos de colesterol 35% mais baixos em veganos do que nos onívoros.
- Menor pressão arterial (redução de 5 a 10 mmHg) nos vegetarianos.
- Redução de até 50% do risco de apresentar diverticulite nos vegetarianos.
- Onívoros apresentam o dobro do risco de apresentar diabetes quando comparados com vegetarianos (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
Há estudos recentes demonstrando que os diabéticos, quando adotam uma dieta vegana com baixo teor de gordura (comparados com os que adotam uma dieta preconizada pela Associação de Diabetes Americana) têm o dobro de benefícios com relação à perda de peso, uso de medicamentos, redução do "colesterol ruim" e da perda de proteína pelos rins (microalbuminúria).
- Probabilidade duas vezes menor de apresentar pedras na vesícula nas mulheres vegetarianas (estudo com 800 mulheres entre 40 e 69 anos).
- Os onívoros têm um risco 54% maior de ter câncer de próstata (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
- Os onívoros têm um risco 88 % maior de ter câncer de intestino grosso (cólon e reto). A carne vermelha ou branca está vinculada (de forma independente) com o risco aumentado de câncer de intestino grosso (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
- Redução da incidência de obesidade em vegetarianos. O estudo EPIC-Oxford avaliou 33.883 onívoros e 31.546 vegetarianos e constatou que a obesidade estava presente em 7,1% dos homens e 9,3% das mulheres onívoras, contra 1,6% dos homens e 2,5% das mulheres veganas, respectivamente.
- Pelo menor teor de proteínas e por melhorar o perfil lipídico, a dieta vegetariana pode ser benéfica para os que estão perdendo a função renal.
- Alguns estudos apontam que uma dieta vegetariana sem derivados animais e com predominância de alimentos crus reduz os sintomas de fibromialgia.
O meio-ambiente agradece ao pararmos de comer carne, pois a pecuária é uma atividade que contribui de forma significativa com a contaminação de mananciais aqüíferos do planeta, a desertificação de solos, a devastação de florestas e ecossistemas, além de contribuir com o aumento de emissão de gases que geram o efeito estufa, pois a pecuária é a principal fonte dessas emissões oriundas das atividades humanas segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Cerca de 18% de todos os gazes com potencial de causar efeito estufa provém da pecuária, enquanto 13% provém dos meios de transporte.

Livraria da Folha: O que levou você a seguir esta dieta?
Slywitch: Na adolescência, praticando artes marciais, me interessei pela filosofia oriental, especialmente o budismo. Aos poucos comecei a questionar o consumo da carne e por isso abandonei seu consumo.

Livraria da Folha: Há riscos para saúde ao abandonar o consumo de carne?
Slywitch: Podemos correr riscos de deteriorar a saúde se qualquer grupo alimentar for indevidamente substituído. A baixa ingestão de frutas e verduras pela população (que come carne) foi a responsável pela fortificação de farinhas com esses nutriente.
Parar de comer carne implica em utilizar outros alimentos que compensem sua abstenção no cardápio.
Sendo feito isso, não há risco algum para a saúde.

Livraria da Folha: Como substituir os nutrientes oferecidos pela carne?
Slywitch: Recomendo que o vegetariano sempre ingira feijões, o que inclui ervilha, lentilha, grão de bico... Esses são os melhores substitutos da carne.
A soja é desnecessária para o vegetariano. Ele pode utilizá-la, mas a sua ausência no cardápio não traz problema algum.
Os demais alimentos também são bem conhecidos como parte de uma dieta saudável: cereais (de preferência integrais), verduras, legumes, batatas, frutas, condimentos, oleaginosas (opcionais, pois apesar de benéficas têm maior custo). Para os que utilizam, o cardápio pode contemplar ovos e laticínios.

Livraria da Folha: Existe alguma restrição para adotar esta dieta? Crianças, por exemplo, podem segui-la?
Slywitch: Não há riscos se a alimentação está equilibrada.
Pais católicos criam filhos católicos. Pais judeus criam filhos judeus.
Pais onívoros criam seus filhos comendo carne. Pais vegetarianos criam filhos vegetarianos.
É direito dos pais passarem os valores de vida que têm aos filhos, desde que aprendam sobre o que deve ser feito para suprir com segurança as necessidades do bebê.
Bebês que comem carne podem precisar de suplementos de ferro em determinado momento de vida, assim como o vegetariano.
O ponto de destaque é a vitamina B12, que sempre deve ser suplementada no vegetariano, apesar de sabermos que o que come carne também pode ter deficiência.
Todos os outros nutrientes podem ser supridos como na dieta com carne sem dificuldades.

Livraria da Folha: Como montar uma dieta vegetariana pela primeira vez?
Slywitch: O cardápio básico deve conter cereais (de preferência integrais), frutas, verduras, legumes, feijões e óleos de boa qualidade (como o de oliva). As oleaginosas são opcionais. A redução de alimentos processados, gordurosos, frituras e doces é bem vinda, apesar de ser a recomendação solicitada a quem come carne também.
Se tiver um profissional de saúde para avaliar a sua dieta, isso será proveitoso também.

Livraria da Folha: Existem diferentes tipos de vegetarianos? Quem são os veganos?
Slywitch: Os tipos são vários, como pode ver abaixo:
- Ovo-lactovegetariano: é o vegetariano que utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.
- Lactovegetariano: é o vegetariano que não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios.
- Vegetariano estrito: é o vegetariano que não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação. É também conhecido como vegetariano puro.
- Vegano: é o indivíduo vegetariano estrito que recusa o uso de componentes animais não alimentícios, como vestimentas de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais. Em inglês você vai encontrar o termo "vegan" como referência a esse indivíduo. No Brasil esse termo foi traduzido como vegano.
- Crudivorista: é, na grande maioria dos casos, um vegetariano estrito que utiliza alimentos crus, ou aquecidos no máximo a 42oC. Alguns podem aceitar leite cru e carne crua também, descaracterizando o termo vegetariano estrito. A utilização de alimentos em processo de germinação (cereais integrais, leguminosas e olegainosas) é comum nessa dieta. Diferente do que se pode imaginar, essa dieta apresenta preparações bastante sofisticadas e saborosas.
- Frugivorismo: vegetariano estrito que utiliza apenas frutos na sua alimentação. O conceito de "frutos", nesse caso, segue a definição botânica, que inclui os cereais, alguns legumes (abobrinha, beringela...), oleaginosos e as frutas.
- Macrobiótico: designa uma forma de alimentação que pode ou não ser vegetariana. O macrobiótico tem um tipo de alimentação específica, baseada em cereais integrais, com um sistema filosófico de vida bastante peculiar e caracterizado. A dieta macrobiótica, diferentemente das vegetarianas, apresenta indicações específicas quanto à proporção dos grupos alimentares a serem utilizados. Essas proporções seguem diversos níveis, podendo ou não incluir as carnes (geralmente brancas). A macrobiótica não recomenda o uso de leite, laticínios ou ovos.
- Semi-vegetariano: indivíduo que faz uso de carnes, geralmente brancas, em menos de 3 refeições por semana. Alguns consideram essa terminologia quando em apenas uma refeição por semana. Esse termo ganha importância nos estudos científicos, na comparação dos efeitos à saúde entre vegetarianos e onívoros, já que, teoricamente, o semi-vegetariano consome carne, mas menos do que um onívoro. Atenção: esse indivíduo não é vegetariano.

Livraria da Folha: Alguns pais assustam-se quando os filhos adotam a dieta. Quais os conselhos que você dá a pais e filhos?
Slywitch: Conversem! Os filhos devem mostrar aos pais os motivos que os levaram a adotar o vegetarianismo. Os pais devem se conter quando o intuito é criticar a decisão dos filhos.
Os pais devem saber que, quando uma pessoa (o filho) adotou o vegetarianismo pensando nos animais, a retaliação da escolha do filho apenas vai criar conflitos dentro de casa, pois nesse caso o que está mandando é a emoção, o coração. O vegetariano que foi tocado pela questão dos animais, geralmente, não consegue realmente comer mais carne.
A família terá que se abrir para repensar o preparo dos pratos. Os pais podem ajudar muito os filhos a adotarem a dieta com mais segurança.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/837717-soja-e-desnecessaria-para-o-vegetariano-diz-especialista-eric-slywitch.shtml



Escrito por Ney às 13h51
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Novos Tempos

A publicitária Christina Carvalho Pinto entrevista, para o programa Novos Tempos, do site Mercado ÉticoKen O´Donnel, coordenador para a América Latina da Organização Brahma Kumaris.

Vídeo 1 (9min25seg)

 

Vídeo 2 (6min23seg)

 

Vídeo 3 (9min47seg)



Escrito por Ney às 20h37
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Liderança nasce da auto-gestão

Estamos vivendo tempos de turbulência global como nunca vistos antes, e esta turbulência reflete em nossos lares, em nossa rotina, em nossos planos para o futuro. Cada um de nós, de alguma forma, é um líder, e saber agir nestes momentos, com foco, determinação, clareza e motivação é essencial para passarmos pelo aparente furacão mantendo a salvo nossa felicidade e harmonia.  No programa Mundo Corporativo, o jornalista e âncora de programas da CBN, Heródoto Barbeiro conversa com o consultor Ken O'Donnel autor do livro "O espírito do líder" - vol.s 1 e  2, sobre como estarmos melhor preparados para as demandas do mundo moderno. Veja abaixo o vídeo com a entrevista completa.

Fonte: Blog do Barbeiro - CBN

 



Escrito por Ney às 16h09
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O que o Raja Yoga coloca há 5000 anos, a ciência está corroborando

Meditação pode ser benéfica para a saúde das células, diz estudo

A meditação pode trazer benefícios não apenas para a saúde psicológica dos praticantes, mas também pode afetar as pessoas em nível celular, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Em testes com 60 pessoas, os pesquisadores observaram uma associação entre as mudanças psicológicas ocorridas durante a meditação e uma maior atividade de uma enzima importante para a saúde celular, chamada telomerase.

De acordo com os especialistas, essa enzima age sobre os telômeros - sequências de DNA no final dos cromossomos, que encurtam a cada vez que uma célula se divide. Quando essas estruturas se reduzem demais, a célula não se divide adequadamente e morre - processo associado ao envelhecimento humano. E o papel da telomerase é justamente reduzir esse processo, ajudando a reconstruir e a aumentar os telômeros.

Publicados na revista científica Psychoneuroendocrinology, os resultados indicaram que aqueles que participaram de um retiro de três meses - quando meditavam 6h por dia - apresentaram maiores benefícios em vários aspectos psicológicos, além de maiores níveis de telomerase.  De acordo com os autores, a meditação foi associada à redução do estresse e do neuroticismo - o que estaria ligado à maior longevidade das células de defesa do organismo.

“A mensagem desse trabalho não é que a meditação aumenta diretamente a atividade da telomerase e, então, a saúde e a longevidade das pessoas”, escreveu o pesquisador Clifford Saron. “Ao contrário, a meditação pode melhorar o bem estar e, por sua vez, essas mudanças estão relacionadas à atividade da telomerase em células imunológicas, que tem o potencial de promover a longevidade dessas células. As atividades que aumentam o senso de bem estar de uma pessoa podem ter um profundo efeito sobre a maioria dos aspectos fundamentais de sua fisiologia”, explicou o especialista.

Fonte: Psychoneuroendocrinology. 29 de outubro de 2010.

Extraído do site Boa Saúde - UOL



Escrito por Ney às 09h55
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Raja Yoga é uma experiência pró-ativa

Você inicia, a partir do que já tem interiormente: a capacidade de experimentar a natureza original do ser. Por isto, é fácil e simples. Não depende de objetos, cânticos, ditos, odores ou cores, local ou hora, que até podem favorecer, mas também podem se tornar empecilhos ou estabelecer comodismo. Sua vida depende da qualidade de teus pensamentos e estes são gerados a toda hora e não apenas em "momentos especiais". Os pensamentos e sentimentos são sua criação e estes devem ser conduzidos e orientados. Suas palavras e atos são consequências de teus pensamentos. Onde o teu coração anda, ali também estará a tua mente. Cuide do coração, cuide da tua consciência.



Escrito por Ney às 17h03
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O sistema nervoso, doenças degenerativas do cérebro e o estilo de vida anti-natural

Um conceito básico de espiritualidade é: como a alma humana se manifesta no mundo da matéria. A alma interage através de suas emanações de vida (pensamentos, palavras e ações) e assim produz o retorno de seus atos (carma ou ação/reação). Ao interagirmos de forma errônea, é como se estivessemos enviando mensagens negativas (errôneas) ao mundo. De acordo com a qualidade e intenção das mesmas, será o nosso retorno. Muitas das doenças, conforme a ciência médica definem, são de caráter psicossomático, produzidos por pensamentos, sentimentos e emoções. Em conexão direta com o sentimento/pensamento o corpo se utiliza de seus canais (sistemas nervoso, linfáticos, hormonal etc.) para somatizar aquela "intenção". Assim produzimos a saúde (harmonia) ou doença (oposição ao estado natural de harmonia) em nosso corpo, relacionamentos e no mundo. O vídeo abaixo, de uma entrevista com o médico neurologista e professor da UNIFESP (Universidade Federal de SP), estudioso do sistema nervoso dr, Cícero Coimbra, feito pela Jovem Pan Online é bastante esclarecedor acerca disto.



Escrito por Ney às 10h01
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Estudos mostram benefícios de práticas como ioga e meditação à saúde

Cristina Almeida - Especial para o UOL Ciência e Saúde

“Quando nem os contrários nem os semelhantes curam, o que convém é o que cura”. Esse é o terceiro princípio de Hipócrates, considerado o pai da medicina, mas resume os fins de uma nova abordagem médica denominada Medicina Integrativa. Trata-se da combinação da medicina convencional com terapias, sistemas e cuidados complementares, de eficácia comprovada, e que são usados em conjunto, de forma integrada. O tema foi um dos temas objeto do 2º Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas, organizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na semana passada.

A iniciativa de reunir profissionais da área médica para discutir os avanços do conhecimento, das pesquisas, segurança e eficácia de medicinas tradicionais e de técnicas como ioga, massagem e meditação atende à necessidade de encontrar novas formas de cuidados terapêuticos que garantam bem-estar físico, mental, espiritual e social às pessoas, metas que correspondem ao conceito de saúde estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Reconhecidas pelo National Institutes of Health (EUA) há mais de uma década, as terapias complementares só foram inseridas no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2006, por meio de uma portaria. No momento, medicina tradicional chinesa, homeopatia, fitoterapia, termalismo e medicina antroposófica são as modalidades disponíveis. “Além dessas terapias, 76% das unidades públicas já oferecem práticas corporais ou meditativas gratuitas (como tai chi chuan, lian gong etc), com resultados satisfatórios para a melhora da qualidade de vida de seus usuários", diz a coordenadora regional de Saúde da Prefeitura Municipal de São Paulo, Sheila Busato, presente no Simpósio.

Fernando Bignardi, médico homeopata e coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um dos palestrantes do encontro, explica que “A medicina convencional tende a ver os fenômenos de forma reduzida e topográfica, enquanto a medicina integrativa sugere uma abordagem transdisciplinar”. Isso permite observar o doente e a doença em toda sua complexidade, segundo ele.

A inspiração para legitimar essa nova perspectiva vem das medicinas milenares que, segundo a médica Ângela Tabosa, coordenadora científica da Liga de Acupuntura da Unifesp, possuem “uma verdade comum que é ver o ser humano de forma abrangente”. “O que falta é difundir informações corretas para que as pessoas saibam, por exemplo, que a acupuntura é uma prática complementar integrativa, mas apenas compõe um sistema médico que vislumbra massagem, exercícios, e fitoterapia”, complementa.

Medicina tibetana

Men-Ram-Pa, ou Dr. Dawa, do Tibetan Medical&Astrology Institute conta que a medicina tibetana já é reconhecida nos EUA, em alguns países da Europa, Índia, Butão, Mongólia e Tailândia, onde existem centros de estudos especializados que já pesquisam a eficácia desse sistema. Os princípios que a regem se fundamentam num livro denominado "Quatro Tantras": “Segundo a tradição, o médico tibetano parte da premissa de que a maioria das doenças tem como causa o estilo de vida e a alimentação”, diz o especialista.

Numa consulta, o foco são as causas do desequilíbrio físico/mental que levaram à doença. “A visita dura em média 1 hora, e além da pesquisa cuidadosa sobre a forma como a pessoa vive, examinamos a língua, os dedos indicador, médio e anular, relacionados aos principais órgãos, além da pulsação”, explica Dawa. O tratamento pressupõe mudança de hábitos e remédios fitoterápicos.

Ioga e meditação

“Inúmeras pesquisas sobre ioga, que combina respiração, postura e meditação, têm apresentado resultados benéficos para a saúde”, afirma  a médica Shirley Telles, do National Institute of Mental Health&Neurosciences de Banglore, na Índia. “As investigações são importantes porque o homem moderno mudou seu estilo de vida e, com isso, sua fisiologia também se modificou”.

O impacto dessa prática é o objeto de estudo de Telles, que publicou um trabalho, em janeiro, na revista Medical Science Monitor, especializada em pesquisas clínicas e experimentais. A conclusão indica que a adoção de um programa de ioga, além de mudanças alimentares, podem ser útil entre os obesos. O grupo estudado obteve melhora na estabilidade postural, redução da cintura e dos quadris, bem como diminuição dos níveis séricos de leptina (hormônio relacionado ao tecido adiposo). “Para usuários de computador, a ioga trouxe alívio para o desconforto músculo esquelético e lombar, e ainda aumentou a capacidade de digitação bilateral, bem como a rapidez dos toques da mão direita”, informa.

Estresse e ansiedade são sintomas de distúrbios como a esquizofrenia que, de acordo com a psicóloga clínica Tamara Russel, do Instituto de Psiquiatria do King's College London e do Western Psychiatric Institute and Clinic, da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, podem ser atenuados com o uso de técnicas contemplativas como a Mindfulness (atenção plena), definida como a habilidade de estar consciente das próprias experiências para responder às situações de forma não automática. “Ainda não podemos falar em cura, mas o fato é que as evidências das pesquisas em curso mostram que quando mente, cérebro e corpo estão em sintonia, há melhora na qualidade de vida desses pacientes”.

Preconceito

Na opinião do sociólogo médico Nelson Filice de Barros, da Universidade de Campinas (Unicamp), preconceito e falta de conhecimento são os desafios a serem superados no percurso que leva ao entendimento do que é a medicina integrativa, um modo de praticar a arte médica que envolve vários especialistas de áreas diferentes e o paciente, colocando-os como protagonistas do processo de restabelecimento da saúde.

Barros lembra que as práticas complementares já foram consideradas uma espécie de movimento da contracultura, e que somente num passado recente foram admitidas como auxiliares da medicina convencional. “O que hoje vivenciamos é um caminho em direção ao estabelecimento de uma cultura de pluralismo, que confere ao paciente autonomia. A consequência, para ele, é mais consciência e responsabilidade pela própria saúde”, conclui.



Escrito por Ney às 08h39
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Centro Nacional de Retiros da Brahma Kumaris (Serra Serena)

No município de Serra Negra/SP (estrada entre Serra Negra e Lindóia); há cerca de 2 horas de SP, uma hora de Campinas, pouco mais de uma hora de Limeira/SP. Mapa da região - clique aqui.

Para informações adicionais clique aqui - ou no blog

Veja apresentação

 


FOTOS DE SERRA SERENA



Escrito por Ney às 10h37
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O valor é da confiança

Estudo mostra que pessoas desconfiadas são as mais fáceis de serem enganadas. Afinal é bastante lógico: a confiança é que é o valor.

Confiar nos outros não faz de você alguém fácil de ser tapeado, como acontecia com a personagem do clássico da literatura infanto-juvenil Pollyana. Muito pelo contrário, diz um estudo publicado no periódico Social Psychological and Personality Science. A confiança é mais propensa em pessoas mais espertas

O estudo foi feito com estudantes de pós-graduação voluntários que eram convidados a assistir a vídeos de supostas entrevistas de empregos feitas por dois tipos de pessoas: algumas que respondiam da melhor forma possível as perguntas e outro grupo composto por pessoas instruídas a dizer ao menos três mentiras significantes em resposta a algumas questões-chave que poderiam ser decisivas para a suposta contratação. Esses dois grupos de participantes das entrevistas receberam pequenas quantias em dinheiro e aqueles que aceitaram dizer mentiras receberiam uma quantia adicional se as respostas mentirosas passassem despercebidas pelos voluntários.

A análise dos vídeos ocorreu alguns dias após a primeira parte do estudo, e os voluntários eram instruídos a medir o nível de honestidade dos entrevistados gravados em vídeo. Além disso, os próprios voluntários foram entrevistados para saber o quanto eles confiavam em outras pessoas.

Os voluntários com maiores índices de confiança em outros indivíduos também se mostraram mais eficientes em detectar os participantes mentirosos, ou seja, quanto mais mostravam confiar nas outras pessoas, maior o potencial de identificar a diferença entre uma verdade e uma mentira dita por uma mesma pessoa. Ao contrário do estereótipo, aqueles mais desconfiados também eram os que mais cometiam erros e indicavam a “contratação” dos mentirosos (aqueles que haviam mentido em questões cruciais como formação ou experiência para a função).

“Ao contrário da ideia geral de que pessoas desconfiadas são melhores em detectar mentiras e aquelas mais abertas às pessoas desconhecidas são as que são alvos fáceis para os salafrários, o que vimos aqui foi exatamente o inverso. As pessoas confiam mais quando, de alguma maneira, sabem que podem detectar uma mentira no meio de uma conversa e identificam as intenções de terceiros”, diz Nancy Carter, pesquisadora da Universidade de Toronto, no Canadá.

“Aqueles que confiam nos outros não são bobos, mas sua acuidade interpessoal os faz melhor em identificar e separar bons amigos de ameaças em potencial”, finaliza.

com informações da Social Psychological and Personality Science

Fonte: O que eu tenho?



Escrito por Ney às 10h28
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Será que ainda dispomos de tempo para investir em debates, para verificarmos se é culpa do homem ou não, ainda que seja fato que o homem colhe ao que planta. Coisas vem ocorrendo numa extensão e velocidades que nos exigem, muito mais que a mudança de discurso, a transformação de consciência e hábitos:

O oceano está se transformando. E nós.

Avanço e recuo do mar mudam o contorno do litoral brasileiro

Em 2007, para os cientistas, o pior cenário era uma elevação do nível do mar de 60 centímetros, em 100 anos. Mas hoje, apenas três anos depois, essa previsão já está ultrapassada.

O mar está avançando, às vezes recuando, e mudando o mapa do Brasil. Aquele mapa que a gente desenhava na escola hoje é outro. Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio, Pernambuco, Pará. A repórter Mariana Ferrão percorreu o litoral brasileiro e mostra os estragos que essas mudanças estão provocando.

Silêncio! É preciso escutar: porque o mar tem algo a dizer!

“Eu acho que ele está querendo dizer que a gente está invadindo o espaço dele”, diz uma jovem.

O ataque das ondas está mudando até o mapa do Brasil. As bandeiras vermelhas mostradas em vídeo indicam pontos onde a nossa costa já encolheu.

Veja a foto de Atafona, no norte do Rio de Janeiro, em 1957, um bairro que ficava à beira do mar. O problema é que de lá pra cá, a beira virou o fundo do mar: 450 casas foram engolidas pela água.

“Sabe onde estão as casas comidas? Estão lá onde o sol nasce”, mostra Nelide Moreira, moradora de Atafona.

Outra foto de 1989, na Praia de Boa Viagem, no Recife. O gramado que existia entre o calçadão e a faixa de areia sumiu. E a areia também.

Maceió, Praia da Ponta Verde. Veja como era antes e como está agora.

Em Iparana, no Ceará, o mar avançou quase 300 metros em 12 anos. Veja em vídeo o tamanho da praia, no começo da década de 90. E agora, cadê a areia?

“Se avançar, não tem mais jeito não”, diz o comerciante Antonio Coelho.

Na Igreja de Sant'Anna, na Praia da Armação, em Santa Catarina, a escada que dava para a praia, em 2001, agora desemboca direto no mar.

Preste atenção numa sequência de fotos. Em apenas um ano, o mar arruinou uma casa.

Seu Átila vive o mesmo drama. “Você assiste à casa desabar na sua frente. É impressionante”, lamenta Áitla Ramos, morador da Praia da Armação.

Mas o engraçado é que, em outras regiões do país, o mar recuou e nós estamos ganhando terreno.

O Fantástico encontrou uma ilha na divisa do Paraná com São Paulo. A ilha pertence a São Paulo. Mas toda a areia que a formou veio do Paraná.

“Aquela ilha não existia quando eu nasci. A terra sempre se transforma e se movimenta. Aqui tem correnteza de água, então vai tirando o sedimento de um lugar e depositando em outro”, explica Clóvis Xavier Júnior, piloto de barco do Instituto Oceanográfico da USP.

Em Nossa Senhora do Ó, litoral de Pernambuco, a praia ganhou 16 metros de faixa de areia. O desenho da costa do Pará também está mudando. As pontas de Camaraçu e Perimirim cresceram.

“Tem a Mao do homem nesse processo todo”, diz uma mulher. “O pessoal fala do aquecimento globo”, diz um homem.

O Fantástico percorreu toda a costa brasileira, pra saber, afinal, o que está acontecendo: será o mar que está avançando? Ou somos nós que estamos avançando em direção ao mar?

Em 2007, para os cientistas, o pior cenário era uma elevação do nível do mar de 60 centímetros em 100 anos. Mas hoje, apenas três anos depois, essa previsão já está ultrapassada.

“A onda que agora não é mais de dois metros e meio, em média, está começando a se tornar de três metros, três metros e meio, quatro metros. E um vento que antes era só de 60 km/h, 50 km/h, agora são ventos de 80 km/h, 90 km/h, 100 km/h”, afirma David Zee, professor da Faculdade de Oceanografia da Uerj.

Ventos fortes geram ressacas. O Rio de Janeiro, no começo da década de 90, enfrentava em média uma ressaca por ano. Em 2010, já foram sete. Uma delas, tão violenta, que acabou criando uma onda gigante em plena Baía de Guanabara.

Ressacas violentas são um dos sintomas da febre do planeta. Outro é o derretimento das geleiras.
A água doce que estava congelada vai pro mar. E pior: com isso, perdemos parte da cobertura de gelo dos pólos, que funciona como um poderoso espelho refletindo de volta pro espaço parte do calor que vem do Sol. Resultado: os raios solares entram direto no mar, que fica quentinho. A água mais quente favorece a formação de tempestades. Que trazem mais vento, mais onda, mais ressacas. Tudo de novo.

Para piorar, cada vez mais gente tem uma casa pé na areia. Ou um apartamento com vista pro mar. De cada quatro brasileiros, um vive no litoral, segundo o IBGE. Ao todo, são 45 milhões de pessoas ameaçadas pelo avanço do mar.

“O mar está tomando conta do que era dele”, opina o mergulhador Adilson Ivo dos Santos.

O mergulhador está certo, segundo o professor de engenharia costeira da Coppe/UFRJ Paulo César Rosman: “Praias são coisas extraordinariamente dinâmicas, estão sempre sendo remanejadas, refeitas, reformadas pela ação das ondas, nunca estão paradas”.

E a gente é que tem reformado as praias? “Nós temos prejudicado esta capacidade natural que as praias têm de se adaptar e de se acomodar às mudanças. Na medida em que nós construímos estruturas e aprisionamos o estoque de areia das praias”, completa o professor.

Nós estamos engessando o litoral do país. Com calçadas, ciclovias, avenidas. E quando o mar avança não encontra mais a areia para amortecer o impacto das ondas.

É por falta de areia que a gente vê tanta destruição em Boa Viagem, no Recife, por exemplo. Seu Cláudio mora em um prédio há 32 anos:

“Antes, a gente ficava na praia, atrás da gente ainda tinha gente jogando vôlei, e hoje não”, disse o morador Cláudio Eymael.

E ele não entende porque a areia sumiu. “Não houve modificação, o que nós temos de calçada hoje, talvez um metro mais pra frente. Acho que este um metro a mais, não faz diferença”, diz Cláudio.

Faz muita diferença.

O Fantástico encontrou em Ilha Comprida, no extremo sul de São Paulo, árvores enormes arrancadas com raiz e tudo. É um cenário de destruição na praia. Na areia, pedaços de casa. Tudo foi levado pela última ressaca.

“A construção muito perto da praia faz com que haja um desequilíbrio, e a praia começa a entrar num processo de fome de areia”, alerta Célia Gouveia Souza, pesquisadora do Instituto Geológico de São Paulo.

“Quando as primeiras ressacas se fazem sentir, é natural que as pessoas vão colocar pedra, jogar rocha na beira da praia, para poder proteger as edificações. Mas isso, ao longo prazo, é a pior solução possível”, avalia João Luiz Carvalho, doutor em engenharia oceânica.

Agora dá para entender porque pedras gigantes não impedem a destruição das praias.

“Já tem cinco anos e meio mais ou menos e é a primeira vez que eu vejo uma situação desse jeito”, disse José Alberto Santos, dono de um bar em Aracaju.

Sacos de areia, pneus, muros de concreto também não resolvem. Sabe o que funciona?

“Recentemente, esta praia sofreu um processo de ressaca, mas como a ocupação da praia foi feita depois da duna, esta praia consegue reagir bem. Ela se deforma inicialmente, mas logo em seguida, naturalmente, as ondas vão reconstituindo a praia e ela volta a ser normalmente como era antes”, diz o doutor em engenharia oceânica.

O Forte do Pau Amarelo, em Paulista, é um ponto emblemático pra gente perceber este movimento cíclico da natureza, do avanço e do recuo do mar. Essa é uma construção do século 18 e, como todo forte, ele estava à beira d’água. O mar recuou bastante ao longo de todos estes anos, só que a população aproveitou e construiu. Agora, o mar está voltando.

“Eu pensava o seguinte: isto aqui tem uma área muito bonita de areia, então vamos construir, porque aqui jamais vai chegar. E aconteceu de chegar”, conta o dono de bar Milton Galvão, que se prepara para a próxima ressaca.

Sem o homem por perto, a natureza muda sem alarde, como na Ilha do Cardoso, litoral de São Paulo.

Um estreito marca oficialmente a divisa entre os estados de São Paulo e do Paraná. Isto no mapa que está nos livros, já que a natureza está fazendo um outro desenho. A areia está ligando duas partes. E de um dos lados, o mar está abrindo passagem. Um pedacinho está se separando de São Paulo e se juntando ao Paraná.

“De um lado nós temos forças do mar aberto, e de outro lado nós temos forças da laguna fazendo com que no final das contas você acabe afinando a ilha”, disse a especialista.

A movimentação natural do mar também explica o que está acontecendo em Coroa Comprida, no Pará. Sobraram apenas 50 dos quase 800 metros de praia.

“É um fenômeno natural. Assim como está acontecendo a erosão, depois de um tempo a tendência é se recuperar”, afirma Niles Asp, oceanógrafo da UFPA.

Escombros são restos do que o pai de Júlia queria deixar para a família, em Atafona, litoral norte do Rio.

“Ele fez três andares com 48 suites, para funcionar o hotel, que nunca chegou a funcionar”, diz a moradora de Atafona Júlia Assis.

A construção ficou interditada por 30 anos, antes de ruir. O hotel recebe turistas. Curiosos que ficam perplexos diante da cidade que o mar engoliu.

“Como é uma planície costeira, a declividade é baixa, você não tem bloqueios naturais de rochas, nem de ilhas, voce tem tudo convidativo para a destruição mesmo” disse o chefe do Departamento de Engenharia Cartográfica da UERJ e UFF, Gilberto Pessanha Ribeiro.

“É estranho você ver um patrimônio seu virar uma atração turística. Tem gente que acha que o prédio ruiu de repente. Mas o mar não vem de repente, ele avisa”, lembra Júlia.

O mar está dando o alerta. E é preciso agir rápido.

“O conhecimento do problema é o primeiro passo, a partir do conhecimento é que a gente começa a desenvolver as medidas”, diz o professor David Zee.

Um equipamento no topo de um prédio em Boa Viagem, no Recife, mede direção, velocidade e força das ondas.

A rede de monitoramento da Marinha também está crescendo.

“Só com estas observações, cada vez mais, é que nós vamos poder ser capazes de efetivamente afirmar o que está acontecendo”, afirma Almirante Palmer, diretor de hidrografia e navegação da Marinha no Brasil.

Tecnologia não é a única solução. “Já que não é possível chegar a cidade pra trás, é chegar o mar pra frente. Você faz o que se chama engordamento da praia. Você procura as proximidades, uma uma jazida de areia com características físicas,tamanho de grãos semelhantes ao da praia. E você traz areia de fora do sistema e coloca no sistema”, diz um especialista.

Sem o engordamento, a praia mais famosa do Brasil não seria Copacabana. Na década de 50, as ressacas eram constantes, invadiam o bairro e ameaçavam acabar com a praia.

Mas nem tudo é resolvido com areia. Um prédio está a 800 metros da praia, mas sofre diretamente os efeitos do avanço do mar.

“Quando coincide a maré cheia com chuva forte, aí atinge todos os seis elevadores”, diz o síndico Adilson Ferreira Lacerda.

A água fica no poço dos elevadores, porque a maré cheia bloqueia o escoamento, neste prédio e no dos vizinhos também.

É por isto que as baixadas sofrem mais quando chove forte. Este ano, no Rio de Janeiro, a chuva já tinha passado. Mas a inundação em Vargem Grande e em Vargem Pequena custou a baixar.

“Baixada Fluminense, Baixada Santista, Itajaí, em Santa Catarina, Salvador, Recife, Aracaju e Maceió. Estes locais, que hoje já sofrem problemas de dificuldade de escoamento das águas com inundação, alagamentos em época de chuva, na medida que o nível do mar sobe, a tendência é isto se agravar, vai ficar mais difícil”, avisa o especialista.

Nas áreas urbanas, é difícil remover populações inteiras. Já nas comunidades ribeirinhas, sair quando o mar avança é uma tradição. No norte do Pará, os endereços das casas de palafita são provisórios.

“Ele se estabelece naquele local, mas aquele local pode começar a sofrer erosão e eles muitas vezes desmancham as casas, e montam as casas em outro local”, conta Niles Asp.

Por causa do avanço do mar, Ararapira, onde Nilton nasceu, virou uma ilha fantasma; 60 famílias viviam no local. Ararapira afundou em terra firme.

Na Praia dos Milagres, em Olinda, o mergulhador Adilson dos Santos vê o naufrágio de uma tentativa de ocupação.

Cidades submersas que apenas alguns brasileiros vão lembrar.

“Às vezes as pessoas perguntam que sentimento que tem, se é uma raiva, se é um respeito muito grande pelo mar”, finaliza Júlia.

Fonte: Fantástico (TV Globo)



Escrito por Ney às 12h36
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Economia e espiritualidade: última opçao ou o melhor caminho

Riane Eisler, uma das grandes damas do feminismo vive em Carmel na Califórnia. O livro que ela publicou nos anos 80, O Cálice e a Espada, reescreve a história da humanidade do ponto de vista da mulher. Hoje, Riane prega a parceria entre homens e mulheres como um novo sistema para substituir a dominação machista.

A historiadora Riane Eisler, austríaca-americana, é um dos mais respeitados nomes da sociologia e do feminismo em todo o mundo. Para ela o “novo feminismo” é capaz de oferecer um modelo alternativo de desenvolvimento econômico capaz de evitar crises profundas.

Em seu trabalho mais recente, “A Verdadeira Riqueza das Nações”, ela reivindica uma revisão dos princípios econômicos para que passemos a dar valor à solidariedade em vez da individualidade e da mesquinhez a qualquer custo.

Seu livro mais famoso, publicado no Brasil como “O Cálice e a Espada” é considerado pelo antropólogo Ashley Montagu, da Universidade de Princeton, como o livro mais importante desde “A Origem das Espécies” de Darwin. Nele, Eisler junta peças da arqueologia, antropologia, sociologia, história da arte – e até mesmo da política e da economia – para analisar o passado da humanidade e identificar em que condições se deu a mudança do modelo social do matriarcado para o atual, ainda repleto de práticas machistas.

Abaixo, entrevista ao Jorge Pontua, programa Milênio - GloboNews - 16/08/2010

 



Escrito por Ney às 13h24
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Terra termina recursos do ano no sábado, calcula ONG

No próximo sábado (21), os habitantes da Terra terão esgotado todos os recursos que o planeta lhes proporciona para o período de um ano, passando a viver dos créditos relativos ao próximo ano, segundo cálculos efetuados pela ONG Global Footprint Network (GFN). 

De acordo com o estudo, "foram necessários 9 meses para esgotar o total do período", em termos ecológicos.

A GFN calcula periodicamente o dia em que vão se esgotar os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer pelo período de um ano, consumidos pela humanidade, aí incluídos o fornecimento de água doce e matérias-primas, entre elas as alimentares.

Para 2010, a ONG prevê o "Earth Overshoot Day" (ou Dia do Excesso, em tradução livre), no próximo sábado, significando que em menos de nove meses esgotamos o que seria o orçamento ecológico do ano, diz o presidente da GFN, Mathis Wackernagel.

No ano passado, segundo ele, o limite foi atingido no dia 25 de setembro, mas não é que o desperdício tenha sido diferente.

"Este ano revisamos os nossos próprios dados, verificando que, até então, havíamos superestimado a produtividade das florestas e pastos: exageramos a capacidade da Terra" de se regenerar e absorver nossos excessos.

Para o cálculo, a GFN baseia-se numa equação formada pelo fornecimento de serviços e de recursos pela natureza e os compara ao consumo humano, aos dejetos e aos resíduos --as emissões poluentes, como o CO².

"Em 1980, a nossa "pegada ecológica" foi equivalente aos recursos disponíveis da Terra. Hoje, é de 50 % a mais, explica a ONG.

ORÇAMENTO

Assim, "se você gasta seu orçamento anual em nove meses, deve ficar provavelmente muito preocupado: a situação não é menos grave quando se trata de nosso orçamento ecológico", explica Wackernagel.

"A mudança climática, a perda da biodiversidade, o desmatamento, a falta de água e de alimentos são sinais de que não podemos mais continuar a consumir o nosso crédito", completa.

Para inverter a tendência, é preciso "que a população mundial comece a diminuir" --um tabu que começa a ser desmistificado pouco a pouco entre os demógrafos e os defensores do meio ambiente, inclusive no seio das Nações Unidas.

"As pessoas pensam que seria terrível mas, para nós, representaria uma vantagem econômica. É uma escolha", comenta Wackernagel. 

Fonte: Folha Ambiente 



Escrito por Ney às 22h21
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Homens devem ter em mente que o estresse pode influenciar toda a família

Equilibrar trabalho e família pode sobrecarregar alguns homens. De acordo com um estudo recente feito pela Associação Americana de Psicologia (APA) os homens dizem que problemas profissionais, demandas familiares e assuntos econômicos são os principais fatores estressores no dia a dia.

Os resultados são de um estudo feito pela APA em 2007 e cujos resultados foram analisados nos últimos anos. De acordo com a pesquisa, metade dos homens entrevistados tinha preocupações que os deixavam estressados. Essa porcentagem foi maior do que as apresentadas pelas mulheres, em um estudo similar. O estresse influenciava negativamente diversos aspectos de suas vidas, como satisfação no trabalho e com a vida de uma forma geral.

“Os homens respondem ao estresse de maneira bastante particular, ficando mais irritadiços, com ataques de raiva e com problemas de sono”, diz Ron Palomares, um dos pesquisadores envolvidos com o estudo. “O estresse, infelizmente, impacta de forma bastante ruim no dia a dia desses indivíduos, aumentando a incidência de transtornos alimentares, de consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo”.

E como modelos de comportamento para os filhos, é importante que os pais estejam bem para poder dar bons exemplos. “As crianças moldam seu comportamento se espelhando na figura dos pais e das mães”, aponta Palomares. “Desenvolver hábitos saudáveis e lidar de forma a combater o estresse é bom não somente para a saúde desses adultos, mas também de seus filhos.”

Para lidar com o estresse os pesquisadores indicam que é necessário:

• Identificar as causas do estresse

O que o estressa? Você consegue identificar os gatilhos – eventos ou situações – que o deixam estressado? Esses assuntos são relacionados a trabalho, família, saúde, decisões financeiras, relacionamentos ou outros eventos similares?

• Reconheça e aprenda a lidar com essas situações

É preciso saber como você lida com essas situações estressantes e se a forma de lidar com esses problemas é eficaz.

• Encontre maneiras saudáveis de lidar com o estresse

Reações pouco saudáveis, como beber e fumar, podem ser uma forma fácil de lidar com o estresse, mas isso compromete sua saúde. Optar por uma rotina de exercícios pode ser uma boa saída. Foque também na qualidade do seu tempo livre e não somente em não fazer nada.

• Procure por ajuda profissional

Conversar com amigos e familiares é uma boa opção para saber o quanto o estresse está impactando sobre sua vida. Mas não tenha medo de procurar ajuda profissional. Um psicólogo pode ajudá-lo a resolver esse e diversos outros problemas.

“Ninguém é um pai perfeito. É essencial encontrar um ponto de equilíbrio e deixar de lado a fantasia de ser ‘um pai perfeito’”, diz Palomares. “E saber gerenciar o estresse não é uma corrida com uma linha de chegada muito clara: é preciso trabalho em longo prazo e entender como lidar com os estressores de forma apropriada. Tente focar e mudar um comportamento ou situação estressante de cada vez. Assim você vai influenciar de forma positiva toda a família”, finaliza.

 

com informações da American Psychological Association

Fonte: O que eu tenho



Escrito por Ney às 08h51
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Idosas ativas precisam de menos drogas do que as sedentárias

Idosas que se exercitam de maneira regular consomem, em média, 34% menos remédios do que as sedentárias.

O dado, de uma nova pesquisa da Unifesp, reforça um conceito que vem somando evidências: o de que exercícios podem atuar como medicamentos, tanto prevenindo algumas doenças quanto ajudando no tratamento de outras. E, como os remédios, precisam de prescrição.

O assunto também foi um dos destaques do 22º Congresso Brasileiro de Medicina do Exercício e do Esporte, que aconteceu em Curitiba, na semana passada.

O estudo feito pela Unifesp, em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos e Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), acompanhou 271 mulheres com mais de 60 anos, muitas delas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

Foram consideradas ativas aquelas que praticavam mais de 150 minutos de atividade física por semana. As consideradas sedentárias não faziam mais de dez minutos de esforço.

"O estudo mostra que a atividade física pode estar fazendo um pouco o papel dos remédios", diz o educador físico Leonardo José da Silva, um dos autores da pesquisa. Pesquisas mostram que um idoso com doenças crônicas consome entre quatro e cinco remédios por dia.

"O sedentário tem cinco vezes mais chance de ter hipertensão arterial, por exemplo", diz José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

"Sabe-se que pessoas fisicamente ativas têm menos risco de doenças do coração como insuficiência cardíaca, além de diabetes e doenças respiratórias", completa.

Estudos mostram que, quando a pessoa já tem uma doença crônica, os exercícios podem atuar no controle, diminuindo a progressão da doença e o uso de remédios. 

 PRESCRIÇÃO EXATA

"É consenso que os exercícios são coadjuvantes na prevenção e no tratamento de várias doenças, mas alguns médicos ainda não conseguem orientar a atividade de forma individualizada", diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros, da Unifesp.

O tipo e a quantidade de exercícios devem ser prescritos em função do perfil do paciente e do objetivo. "De nada adianta ouvir um genérico "você precisa se exercitar". Se a dose for baixa demais, não terá efeito. Se for excessiva, há risco de efeitos colaterais, como lesões musculares, articulares e até morte súbita", diz Lazzoli.

Isso significa que um programa para quem quer perder peso é bem diferente daquele para quem precisa controlar a pressão alta. E mesmo jovens saudáveis devem passar por uma avaliação médica completa antes de começar a praticar esportes.

Fonte: Folha Equilíbrio



Escrito por Ney às 08h40
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Genética ou um intelecto sensato: o que prevalece?

Da Folha Saúde

Geriatra japonês dá receita de longevidade de sua terra natal

Okinawa, no país com o maior número de centenários do planeta, é a "capital mundial da longevidade".
A província, um conjunto de ilhas no extremo sul japonês, tem a maior concentração de habitantes que passaram dos cem. Melhor que isso: 80% dos seus velhos têm vida autônoma, dispensam cuidados hospitalares.
Genética? Segundo o cardiologista e geriatra Makoto Suzuki, diretor do centro de pesquisas sobre longevidade de Okinawa, hereditariedade pode ajudar, mas não é o fator fundamental.
Como prova disso, o médico afirma: "Okinawanos que vieram para o Brasil e seus descendentes vivem, em média, 17 anos a menos do que os que estão lá".
Suzuki esteve aqui para a quinta edição do Fórum de Longevidade, organizado pela Bradesco Seguros neste mês, em São Paulo.
São quatro os pontos que, segundo ele, garantem a vida longa e saudável em Okinawa: bons hábitos alimentares, atividade física, autoajuda (cultivo da autonomia e da espiritualidade) e ajuda mútua (apoio social).
Para Suzuki, qualquer pessoa, em qualquer país, pode seguir a receita: "É possível mudar o estilo de vida. E funciona", diz, baseado nas provas vivas de sua terra natal.



Escrito por Ney às 09h02
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Como o sono consolida a memória

Dormir faz bem para o aprendizado. O sono, além de servir para a conservação de energia, faz a reposição das biomoléculas na vigília e atua para o processamento da memória. Freud, já dizia, em 1900, que o sono contém restos diurnos. E estudos ainda da década de 20, chegaram à conclusão que o sono favorece a consolidação da memória.

Agora, uma pesquisa dirigida pelo neurologista Sidarta Ribeiro, do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS,) vai estudar os mecanismos biológicos que comprovam tais afirmações. O pesquisador apresentou seus resultados hoje de manhã na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal.

A memória adquirida transita por regiões do cérebro até se transformarem em aprendizado ou lembrança. Primeiro elas ficam no hipocampo, migrando depois para a região córtex. Este processo é consolidado durante o sono. “Agora conseguimos medir como isto é feito”, diz Ribeiro.

A memória é construída numa sequência específica do ciclo do sono - na fase de ondas lentas (sono profundo) e na fase REM, aquela em que sonhamos. O pesquisador analisou a movimentação de neurônio de ratos quando acordados e durante o sono, após os animais terem tido contato com objetos que nunca haviam visto antes.

Foi observado um intensa movimentação de impulsos eletricos durante o sono de ondas lentas. Os neurônios foram ativados neste periodo, quando a memória foi reverberada do hipocampo para o córtex. Durante o sono REM foi registrado um aumento no córtex mas não no hipocampo. “As duas fases do sono tem funções complementares”, explicou o pesquisador. Na fase de ondas lentas ocorre a reverberação da memória e durante o sono REM, os genes são ativados e a memória é armazenada.

Em outro estudo, desta vez com alunos de uma escola de Natal, a equipe constatou que o sono ajuda no aprendizado.

Em uma aula de 10 minutos, os alunos aprenderam palavras novas. Logo depois, dormiram por 2 horas. O grupo que dormiu conseguiu lembrar mais das palavras que o grupo que não dormiu. Aqueles que ficaram de olhos fechados, mas não conseguiram cair no sono, ficaram em posição intermediária. “O sono facilita a reestruturação da memória”, disse.

Fonte: IG



Escrito por Ney às 22h58
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Anima (Zé Renato - Milton Nascimento)

Lapidar
Minha procura toda
Trama lapidar
O que o coração
Com toda inspiração
Achou de nomear
Gritando alma

Recriar
Cada momento belo
Já vivido e mais
Atravessar fronteiras
No amanhecer
E ao entardecer
Olhar com calma, então

Alma vai
Além de tudo
Que o nosso mundo
Ousa perceber

Casa cheia de coragem
Vida
Tira a mancha que há no meu ser
Te quero ver
Te quero ser
Alma
Te quero ser
Alma

Viajar
Nessa procura toda
De me lapidar
Nesse momento agora
De me recriar
De me gratificar
Te busco alma

Eu sei

Casa aberta
Onde mora o mestre
O mago da luz
Onde se encontra o templo
Que inventa a cor
Animará o amor
Onde se esquece a paz

Alma vai
Além de tudo
Que o nosso mundo
Ousa perceber
Casa cheia de coragem
Vida
Todo afeto que há no meu ser

Te quero ver
Te quero ser
Alma
Te quero ser
Alma

 



Escrito por Ney às 09h12
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Amor

"O amor é confundido com desejo, apego, dependência e identificação. São essas quatro ilusões que nos mantêm na busca por amor. O que leva tempo para percebermos é que a joia da coroa do espírito humano não pode ser encontrada em qualquer lugar, mas em nosso próprio coração. Procurar por amor é evitar o amor. Como podemos conhecer o amor quando continuamos a acreditar equivocadamente que precisamos adquiri-lo, merecê-lo ou até mesmo ganhá-lo? Intuitivamente sabemos que é só através da abertura do coração e na doação de nós mesmos, sem condição, que o amor pode começar a fluir para dentro e através de nossa vida."

Mike George, Do you know love?, Clear Thinking, 06/06/2010 (texto adaptado) - enviado por Clóvis Rubacow



Escrito por Ney às 15h45
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A intolerância atual é resultado da perda de poder espiritual ou do excesso de situações adversas?

Em entrevista  para a revista ISTOÉ, edição nº:  2115 de  21/Maio/2010, o dr. Miguel Chalub, considerado uma das maiores autoridades brasileiras no assunto da depressão, diz que, hoje, qualquer tristeza é tratada como doença psiquiátrica. E que prefere-se recorrer aos remédios a encarar o sofrimento.

por Adriana Prado

Chalub afirma que muitos médicos se rendem aos laboratórios farmacêuticos e indicam antidepressivos sem necessidade

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que a depressão será a doença mais comum do mundo em 2030 – atualmente, 121 milhões de pessoas sofrem do problema. Para o psiquiatra mineiro Miguel Chalub, 70 anos, há um certo exagero nessas contas. Ele defende que tanto os pacientes quanto os médicos estão confundindo tristeza com depressão. “Não se pode mais ficar triste, entediado, porque isso é imediatamente transformado em depressão”, disse em entrevista à ISTOÉ.

Professor das universidades Federal (UFRJ) e Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), ele afirma que os psiquiatras são os que menos receitam antidepressivos, porque estão mais preparados para reconhecer as diferenças entre a “tristeza normal e a patológica”. Mas o despreparo dos demais especialistas não seria o único motivo do que o médico chama de “medicalização da tristeza”. Muitos profissionais se deixam levar pelo lobby da indústria farmacêutica. “Os laboratórios pagam passagens, almoços, dão brindes. Você, sem perceber, começa a fazer esse jogo.”

Istoé - Por que tantas previsões alarmantes sobre o aumento da depressão no mundo?

 Miguel Chalub - Porque estão sendo computadas situações humanas de luto, de tristeza, de aborrecimento, de tédio. Não se pode mais ficar entediado, aborrecido, chateado, porque isso é imediatamente transformado em depressão. É a medicalização de uma condição humana, a tristeza. É transformar um sentimento normal, que todos nós devemos ter, dependendo das situações, numa entidade patológica.

Istoé - Por que isso aconteceu?

Miguel Chalub - A palavra depressão passou a ter dois sentidos. Tradicionalmente, designava um estado mental específico, quando a pessoa estava triste, mas com uma tristeza profunda, vivida no corpo. A própria postura mostrava isso. Ela não ficava ereta, como se tivesse um peso sobre as costas. E havia também os sintomas físicos. O aparelho digestivo não funcionava bem, a pele ficava mais espessa. Mas, nos últimos anos, a palavra depressão começou a ser usada para designar um estado humano normal, o da tristeza. Há situações em que, se não ficarmos tristes,  é um problema – como quando se perde um ente querido. Mas o homem não aceita mais sentir coisas que são humanas, como a tristeza.

Istoé - A que se deve essa mudança?

 Miguel Chalub - Primeiro, a uma busca pela felicidade. Qualquer coisa que possa atrapalhá-la tem que ser chamada de doença, porque, aí, justifica: “Eu não sou feliz porque estou doente, não porque fiz opções erradas.” Dou uma desculpa a mim mesmo. Segundo, à tendência de achar que o remédio vai corrigir qualquer distorção humana. É a busca pela pílula da felicidade. Eu não preciso mais ser infeliz.

Istoé - O que diferencia a tristeza normal da patológica?

Miguel Chalub - A intensidade. A tristeza patológica é muito mais intensa. A normal é um estado de espírito. Além disso, a patológica é longa.

Istoé - Quanto tempo é normal ficar triste após a morte de um ente querido, por exemplo?

Miguel Chalub - Não dá para estabelecer um tempo. O importante é que a tristeza vai diminuindo.  Se for assim, é normal. A pessoa tem que ir retomando sua vida. Os próprios mecanismos sociais ajudam nisso. Por que tem missa de sétimo dia? Para ajudar a pessoa a ir se desonerando daquilo.

Istoé - Quais são os sintomas físicos ligados à depressão?

Miguel Chalub - Aperto no peito, dificuldade de se movimentar, a pessoa só quer ficar deitada, dificuldade de cuidar de si próprio, da higiene corporal. Na tristeza normal, pode acontecer isso por um ou dois dias, mas, depois, passa. Na patológica, fica nas entranhas.

Istoé - Ainda há preconceito com quem tem depressão?

Miguel Chalub - Não. É o contrário. A vulgarização da depressão diminuiu o preconceito, mas criou outro problema, que é essa doença inexistente. Antes, a pessoa com depressão era vista como fraca. Hoje, as pessoas dizem que estão deprimidas com a maior naturalidade. Não se fica mais triste. Se brigar com o marido, se sair do emprego, qualquer motivo é válido para se dizer deprimido. Pode até ser que alguém fique realmente com depressão, mas, em geral, fica-se triste. O sofrimento não significa depressão. E não justifica o uso de medicamentos.

Istoé - Os médicos não deveriam entender este processo?

Miguel Chalub - Os médicos não estão isentos da ideologia vigente. O que acontece é: você vem ao meu consultório. Eu acho que você não está deprimido, que está só passando por uma situação difícil. Então, proponho que você faça um acompanhamento psicoterápico. Você não fica satisfeito e procura outro médico, que receita um antidepressivo. Ele é o moderno, eu sou o bobão. Para não ser o bobão, eu receito um antidepressivo logo. É uma coisa inconsciente.

Istoé - Inconsciente?

Miguel Chalub - Os médicos querem corresponder à demanda. Senão, o paciente sairá achando que não foi bem atendido. Receitando um antidepressivo, eles correspondem à demanda, porque a pessoa quer ser enquadrada como deprimida. Mas há a questão dos laboratórios. Eles bombardeiam os médicos.

Istoé - A ponto de influenciar o comportamento deles?

Miguel Chalub - Se for um médico com boa formação em psiquiatria, mesmo que não seja psiquiatra, ele saberá rejeitar isso, mas outros não conseguem. Eles se baseiam nos folhetos do laboratório. Não é por má-fé. Os laboratórios proporcionam muitas coisas. Pagam passagens, almoços, dão brindes. O médico, sem perceber, começa a fazer o jogo. Porque me pagaram uma passagem aérea ou me deram um laptop, acabo receitando o que eles estão querendo.

Istoé - O médico se vende?

Miguel Chalub - Sim. Por isso é que há uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibindo os laboratórios de dar brindes aos médicos. Nenhum laboratório suborna médico, não que eu saiba, nem vai chegar aqui e dizer: “Se você receitar meu remédio, vou lhe dar uma mensalidade.” Mas eles fazem esse tipo de coisa, que é subliminar. O médico acaba tão envolvido quanto se estivesse recebendo um suborno realmente.

Istoé - Esse lobby é capaz de fazer um médico receitar certo remédio?

Miguel Chalub - Aí é a demanda e a lei do menor esforço. Se o paciente chegar se queixando de insônia, por exemplo, o que o médico deveria fazer era ensiná-lo como dormir. Ou seja, aconselhar a tomar um banho morno, um copo de leite morno, por exemplo. Mas é mais fácil, tanto para o paciente quanto para o médico, receitar um remédio para dormir.

Istoé - Os demais especialistas também receitam remédios psiquiátricos, não?

Miguel Chalub - Quem mais receita antidepressivos não são os psiquiatras, são os demais especialistas. Os psiquiatras têm uma formação para perceber que primeiro é preciso ajudar a pessoa a entender o que está se passando com ela e depois, se for uma depressão mesmo, medicar. Agora, os outros, não querem ouvir. O paciente diz: “Estou triste.” O médico responde: “Pois não”, e receita o remédio. Brinco dizendo o seguinte: se você for a um clínico, relate só o problema clínico. Dor aqui, dor ali. Não fale que está chateado, senão vai sair com um antidepressivo. É algo que precisamos denunciar.

Istoé - Os psiquiatras deveriam ser os únicos autorizados a receitar esse tipo de medicamento?

Miguel Chalub - Não acho que seja motivo para isso. Os outros especialistas têm capacidade de receitar, desde que não entrem nessa falácia, nesse engodo.

Istoé - Mas os demais especialistas estão capacitados para receitar essas drogas?

Miguel Chalub - Em geral, não.

Istoé - É comum o paciente chegar ao consultório com um “diagnóstico” pronto?

Miguel Chalub - É muito comum. Uma vez chegou um paciente aqui que se apresentou assim: “João da Silva, bipolar.” Isso é uma apresentação que se faça? Quase respondi: “Miguel Chalub, unipolar.” É uma distorção muito séria.

Istoé - O acesso à informação, nesse sentido, tem um lado ruim?

Miguel Chalub - A internet é uma faca de dois gumes. É bom que a pessoa se informe. A época em que o médico era o senhor absoluto acabou. Mas a informação via Google ainda é precária. Muitas vezes, a depressão, por exemplo, é ansiedade. Mas as pessoas não querem conviver com a ansiedade, que é uma coisa desagradável, mas que também faz parte da nossa humanidade. Tenho uma paciente que disse: “Ando com um ansiolítico na bolsa. Saí de casa, me aborreci, coloco ele para dentro.” Então é isso? Se alguém me fala algo desagradável, eu tomo um ansiolítico? Isso é uma verdadeira amortização das coisas.

Istoé - O que causa a depressão?

Miguel Chalub - Esse é um dos grandes mistérios da medicina. A gente não sabe por que as pessoas ficam deprimidas. O mecanismo é conhecido, está ligado a uma substância chamada serotonina, mas o que o desencadeia, não sabemos. Há teorias, ligadas à infância, a perdas muito precoces, verdadeiras ou até imaginárias – como a criança que fica aterrorizada achando que vai perder os pais. As raízes da depressão estão na infância. Os acontecimentos atuais não levam à depressão verdadeira, só muito raramente. Justamente o contrário do que se imagina. Mas mexer na infância é muito doloroso. Não tem remédio para isso. Precisa de terapia, de análise, mas as pessoas não querem fazer, não querem mexer nas feridas. Então é melhor colocar um esparadrapo, para não ficar doendo, e pronto. É a solução mais fácil.

Istoé - O antidepressivo é sempre necessário contra a depressão?

Miguel Chalub - Quando é depressão mesmo, tem que ter remédio.

Istoé - Há quem diga que hoje a moda é ter um psiquiatra, não um analista. O que sr. acha disso?

Miguel Chalub - As pessoas estão desamparadas. Desamparo é uma condição humana, mas temos que enfrentá-lo, assim como o fracasso, a solidão, o isolamento. Não buscar psiquiatras e remédios. Em algum momento, isso pode ficar tão sério, tão agudo, que a pessoa pode  precisar de uma ajuda, mas para que a ensinem a enfrentar a situação. Ensina-me a viver, como no filme. Não é me dar pílulas, para eu ficar amortecido.

Istoé - O que é felicidade para o sr.?

Miguel Chalub - A OMS tem uma definição de saúde muito curiosa: a saúde é um completo estado de bem-estar físico, mental e social. Essa é a definição de felicidade, não de saúde. Felicidade, para mim, é estar bem consigo mesmo e com o outro. Estar bem consigo mesmo é também aceitar limitações, sofrimento, incompetências, fracassos. Ou seja, felicidade também é ficar triste de vez em quando.

Fonte : Revista Istoé 



Escrito por Ney às 16h21
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Seus pequenos ajustes na rotina mudam o mundo

É possível saber o quanto o seu estilo de vida impacta o meio ambiente. Através da "Pegada Ecológica", da organização WWF, veja como pequenos ajustes na rotina podem ajudar o planeta.

Verifique se você tem hábitos de consumo sustentáveis - Meça sua pegada ecológica em - http://www.pegadaecologica.org.br/



Escrito por Ney às 15h06
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A cooperação como chave do sucesso (Milênio - GloboNews - 03/05/2010)

A cientista política Elinor Ostrom foi a primeira mulher a receber o Nobel de Economia. Dividiu o prêmio no ano passado com o economista Oliver Williamson.

Os pais eram artistas e ela teve infância pobre nos EUA da crise econômica da década de 1920. Ela se especializou em analisar como pequenas sociedades conseguem cooperar para evitar que a competição entre elas – pelos mesmo recursos naturais – as leve à extinção. Uma crítica à teoria da “tragédia do bem comum”, que prevê o ser humano como fadado ao conflito por causa de escassez.

Para Elinor, as sociedade, ao contrário, são capazes de prosperar, criando alternativas para a resolução de conflitos, garantindo o respeito ao semelhante e a sustentabilidade ambiental. Sem necessariamente depender da intervenção de governos ou outras autoridades.

A entrevista com Elinor Ostrom, foi feita pela diretora do canal Futura, Lucia Araújo, na Universidade de Indiana.

 

Neste trecho exclusivo para web, o internauta vai poder conferir Elinor Ostrom afirmar que a cooperação é a chave do sucesso para qualquer sociedade. Sem cooperar, o ser humano está fadado a sofrer.

 

Fonte: Programa Milênio - GloboNews



Escrito por Ney às 10h32
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À primeira vista

Ao acordar, qual é a primeira imagem e/ou pensamento que lhe costuma vir na tela mental? Você já cuidou de ficar atento com relação a isto? Seria isto importante para a vida? Costuma-se dizer que os primeiros pensamentos e sentimentos do dia, são como os alicerces para a construção daquele dia. É o que você irá levar para a interação consigo, com Deus e com o mundo a sua volta. Cientes disto, podemos considerar, ao menos, estas duas coisas importantes:

  • Ter a prudência de começar o dia, sintonizando-se através de pensamentos e sentimentos que retratem e inspirem a sua verdade interior, aquilo que faz você realmente sentir-se bem sem que precise levar perda a si ou ao outro.
  • Manter o hábito de encerrar bem aos dias, pois é dito que seus últimos momentos te conduzirão ao seu destino. Tanto o seu sono e o seu despertar tem relação com isto, já que a vida é um contínuo e tudo está interligado. Antes de deitar-se, fazer uma consideração final sobre o dia e desfazer-se dos possíveis pesos ou perdas, é uma medida sensata. Deixar o passado permanecer no passado, nos ajuda a promover a leveza necessária para o futuro.

Que cuidemos para que o início e o fim influenciem positivamente ao que nos ocorre no meio, em nossos dias.

Sucesso e paz



Escrito por Ney às 12h46
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A conversa que cura 

Em Junho/2009 o correspondente da Globo News nos EUA, Jorge Pontual, em entrevista interessante com o médico de 85 anos, dr. John Sarno , um dos mais conceituados fisiologistas de lá, que há anos desenvolve uma forma que vem se mostrando como eficaz no tratamento de sintomas aparentemente incuráveis: uma conversa franca. Costuma fazer o que era a "regra" antigamente na relação médico/paciente: conversar uns minutos com a "doença" e dar maior atenção e tempo ao "doente". Na entrevista há um trecho destacado - (...) Jorge Pontual: O que está acontecendo com a profissão de médicos?
Dr. John Sarno: "Essa é uma boa pergunta. Eles têm a mentalidade de mecânicos de automóvel. Pois eles eram bem melhor há 80 anos, 90 anos. Os médicos ficaram muito apaixondos pelos laboratórios, pelas radiografias, pelas ressonâncias manéticas e por ai vai. E isso, realmente, se manteve como parte da cultura, mas é uma postura muito ingênua no que diz respeito aos distúrbios mente-corporais. É lamentável, porque, virtualmente, todas as doenças físicas, tem um elemento psicológico. Ás vezes......."

Durante anos o dr. Sarno analisou seus pacientes e identificou conflitos emocionais inconscientes em quase todos eles. Passou a tratá-los na base da conversa, tentando descobrir a dor emocional escondida em cada um deles e quase todos sintomas desapareceram.

John Sarno cunhou a expressão “Síndrome do corpo-mente”.

Seus livros sobre o assunto se tornaram rapidamente sucesso de vendas nos EUA: as idéias dele sobre a síndrome mentecorpo estão em “Healing Back Pain: The Mindbody Connection” (Tratando a Dor nas Costas: a Conexão Mentecorpo), 1991, “The Mindbody Prescription” (A Receita Mentecorpo), 1999, “Mind Over Back Pain” (Mente Acima da Dor nas Costas), 1999, e “The Divided Mind: the Epidemic of Mindbody Disorders” (A Mente Dividida: a Epidemia de Distúrbios Mentecorpo), 2007. Até o momento, edições brasileiras não existem .

Assista uma entrevista completa (em 3 vídeos)

 

No blog do programa, Jorge Pontual salientou que as leituras de Dr. Sarno lhe provocaram profundas transformações e citou:

Algumas coisas que aprendi com John Sarno: (http://especiais.globonews.globo.com/milenio/2009/06/22/a-conversa-que-cura/)

1 - Eu crio dores crônicas e outros sintomas físicos para não enfrentar a dor emocional.
2 - Tomar consciência disso (a cada dia, cada momento) é o primeiro passo para aliviar a dor crônica.
3 - Ao longo da vida fui enchendo meu reservatório inconsciente de mágoa, raiva, ressentimento, medo, insegurança, vergonha, alimentando uma dor emocional que a mente consciente evita enfrentar a qualquer preço, a ponto de fabricar “doenças”.
4 - Novos dissabores e estresses podem fazer esse reservatório transbordar.
5 - Eu posso mudar minha atitude diante da vida e parar de encher esse reservatório de mágoa.
6 - Aceitar a dor como algo natural e humano, em vez de lutar contra ela - ou anestesiá-la - permite que ela aos poucos diminua e vá embora.
7 - Não adianta tratar os sintomas fisicos com remédios, fisioterapias, cirurgias, clínicas da dor, porque minha mente vai continuar criando outros sintomas.
8 - Me aceitar como eu sou, me conhecer melhor, dividir com os outros minhas emoções mais profundas é o caminho. Psicoterapia ajuda mas não é indispensável.
9 - Boa alimentacão, exercício vigoroso e assíduo, parar com hábitos autodestrutivos como o abuso de álcool, drogas, cigarro, escolher a saúde. Chega de doença.
10 - Ser grato por estar vivo, ajudar os outros no que for possível, pedir a Deus serenidade pra aceitar o que não posso mudar, e coragem para mudar o que posso.



Escrito por Ney às 14h09
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08/04/2010 - 09h39 (Folha Equilíbrio)

Meditação transcendental ajuda a tratar depressão, mostra estudo

da Efe, em Washington

A meditação transcendental pode ser uma forma efetiva de reduzir a depressão, indicam dois estudos apresentados na reunião anual da Sociedade de Medicina do Comportamento, realizada em Seattle (Estados Unidos). As pesquisas, realizadas na Universidade Charles Drew, de Los Angeles, e a Universidade do Havaí, incluíram participantes negros e nativos do Havaí maiores de 55 anos com risco de sofrer doenças cardiovasculares. A depressão é considerada um importante fator de risco neste tipo de doença, de acordo com os cientistas. Os participantes de ambos os estudos que praticavam a meditação transcendental mostraram uma redução importante dos sintomas de depressão na comparação realizada com os grupos de controle.

Os estudos, financiados pelos Institutos Nacionais da Saúde, constataram que a maior queda foi registrada entre os participantes que tinham sintomas de depressão clínica. Nos Estados Unidos, calcula-se que cerca de 18 milhões de pessoas de idade avançada sofram algum tipo de depressão.

Continua em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u717975.shtml



Escrito por Ney às 17h44
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Revista ISTOÉ de 19/02/2010 - edição 2102, trouxe matéria de capa sob o título: O poder da meditação

A técnica ganha espaço em instituições renomadas e prova ser eficaz contra um leque cada vez maior de doenças. Entre elas, a depressão, males cardíacos e até Aids

por Cilene Pereira e Maíra Magro

PARTE 1 com vídeo - clique AQUI

PARTE 2 - clique AQUI



Escrito por Ney às 20h39
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SP tem programa de meditação oferecido pelo SUS

O programa da Secretaria de Saúde do estado de São Paulo é o maior da América do Sul. O técnica é usada em pacientes que sofrem dores crônicas.

 

Fonte: Jornal da Noite - BAND



Escrito por Ney às 20h15
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